Aclamada como principal operadora de ecoturismo no mundo, a wilderness oferece aventuras inesquecíveis de alto nível que ajudam a preservar a biodiversidade, conservar a vida selvagem e dar suporte às comunidades locais
A Wilderness Safaris foi fundada em 1983, em Botswana, inspirada por um sonho: compartilhar algumas das áreas selvagens mais remotas do subcontinente africano com visitantes de todo o mundo, interferindo minimamente no meio ambiente – mas deixando uma grande marca na alma.

O propósito, hoje, vai além da conservação e restauração da vida selvagem da África. Operando em sete países, com mais de 40 acampamentos, a organização protege áreas selvagens e a fauna e flora que elas sustentam. Trata-se de uma grande diversidade de propriedades – de tendas mais econômicas até acomodações na categoria de luxury camps – e em Botswana, é possível apreciar a beleza de ter elefantes andando em liberdade entre os quartos.
Por ter nascido como uma empresa de preservação ao meio ambiente e depois ter se tornado uma organização de hospitalidade, mantém o cuidado com a comunidade em seu coração – o que incluir ter guias treinados por anos em diferentes localidades, tornando a experiência dos visitantes espetaculares em algumas das áreas selvagens mais remotas e intocadas do continente.
OS ELEFANTES DE BOTSWANA
Situada no centro da África Austral, Botswana fica a cerca de 950 metros acima do nível do mar e a mais de 600 quilômetros da costa mais próxima. As características mais marcantes do país são o aspecto plano e árido. Isto torna o Delta do Okavango ainda mais notável: uma zona úmida dentro de um deserto que recebe suas águas das chuvas que caem em Angola, a 1.000 quilômetros de distância.


Tendo alcançado a independência em 1966, Botswana tornou-se uma verdadeira história de sucesso africana. Os líderes do país adotaram uma abordagem inovadora para o turismo, acreditando que o ecoturismo experimental de baixo volume era a melhor maneira de criar uma economia de conservação sustentável e elevar as comunidades, preservando o meio ambiente. No país, é possível experimentar a vida selvagem em uma viagem de safári, nos acampamentos da Wilderness Safaris, causando um impacto duradouro.
Como parte da estratégia de impacto para ajudar a aliviar o conflito entre humanos e animais selvagens, a empresa trabalha em parceria com a Ecoexist (organização que encontra e facilita soluções que funcionam para ambas as espécies, em áreas de maior competição por água, comida e espaço), a fim de ajudar a coletar dados e mapear movimentos e corredores de elefantes no norte de Botswana. Os elefantes não reconhecem as fronteiras internacionais e seus movimentos estão sendo cada vez mais infringidos pelo desenvolvimento humano. Garantir a passagem segura ao longo dos corredores é fundamental para permitir que eles se movam livremente entre áreas protegidas entre Botswana, Namíbia, Zâmbia e Angola, ao longo das chamadas áreas-chave de dispersão da vida selvagem (WDA).
Além das ameaças dos caçadores furtivos, os elefantes enfrentam obstáculos à sua livre circulação na forma de cercas, estradas e mudanças no uso da terra que impedem sua passagem.
Enquanto grandes mamíferos podem roubar o show, há muitas outras criaturas para serem vistas, de pássaros de cores vivas a antílopes secretos, e de sapos a peixes. Muitas vezes, é a beleza intocada das paisagens e a sensação de estar em um deserto remoto que tem o impacto mais duradouro. E o conhecimento incomparável dos habitats e da vida selvagem do país – acumulado ao longo de 35 anos – garante experiências inesquecíveis.


PAIXÃO POR LUGARES REMOTOS
A Wilderness Safaris percebeu que, a menos que agissem, algumas das áreas mais exclusivas da África – e do mundo – estariam ameaçadas e perdidas para as gerações futuras. Em 1983, começaram a oferecer aos hóspedes acesso exclusivo a Okavango e Chobe, com o objetivo de garantir a conservação das áreas de vida selvagem e entregar os benefícios financeiros dos ao povo. Em 1985, construíram os primeiros acampamentos semipermanentes de impacto leve – Xaro e Xigera – no Delta do Okavango. A construção do Mombo Camp, em 1990, foi seguida da empresa própria de fretamento aéreo, Sefofane (agora Wilderness Air), para oferecer transfer aéreo entre Maun e os acampamentos, em uma experiência perfeita.


ECOTURISMO RESPONSÁVEL
Em 1993, estabeleceram novas operações regionais na Namíbia e na África do Sul, seguidas por Malawi (1994) e Zimbábue (1995), sempre estabelecendo parcerias com comunidades para ajudar a conservar a vida selvagem por meio do ecoturismo de alta qualidade.
Em Seychelles, reabilitaram uma ilha inteira. Em Botswana, em parceria com o governo, reverteram a extinção local de rinocerontes brancos e negros por meio de um programa de reintrodução que se estende por anos. Além disso, a Wilderness Safaris faz questão de aliviar sua pegada ecológica: usam aquecedores solares de água e energias renováveis, reduzindo as emissões de carbono em cerca de 3.000 toneladas por ano.
Em seguida, focaram no plástico, com uma campanha para erradicar a água engarrafada e o desperdício, com a introdução no continente de garrafas de água de alumínio recarregáveis e sistemas de osmose reversa para purificação de água.

