Um almoço intimista que explora como a abordagem da Wilderness à hospitalidade é considerada em cada detalhe.
Com Deserto a representante Clara del Castello presente no almoço oferecido por Os Nômades Globais, A conversa foi além do mundo da hotelaria para abordar uma questão mais ampla: como podemos vivenciar alguns dos territórios mais extraordinários do planeta sem sermos meros espectadores?



Ao longo do encontro, uma jornada visual por diferentes paisagens africanas ajudou a dar vida a essa ideia. Savanas, florestas, rios e áreas de conservação emergiram como uma visão coletiva de ecossistemas vivos, moldados pela relação contínua entre a natureza, a vida selvagem e as comunidades locais. É nesse ponto de encontro que a Wilderness constrói sua filosofia. Mais do que destinos, essas paisagens se tornam presenças que guiam toda a experiência.
Fundada em 1983, a empresa baseia-se na ideia de que a hospitalidade e a conservação são a base para uma experiência significativa. Acolher viajantes em regiões remotas gera recursos para proteger habitats, apoiar pesquisas, restaurar áreas naturais e contribuir para a preservação da flora e da fauna. Ao mesmo tempo, apoia as economias locais por meio de parcerias estabelecidas de acordo com as necessidades de cada território. Nesse contexto, viajar também significa participar, mesmo que por poucos dias, da vida e da continuidade desses lugares.
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Parte da receita gerada pelo turismo retorna às áreas onde a Wilderness opera por meio de taxas de uso da terra, iniciativas de conservação, programas educacionais e projetos voltados para o desenvolvimento comunitário. Segundo a empresa, seu trabalho atualmente ajuda a proteger 2,2 milhões de hectares em oito países africanos. Esses números ajudam a transmitir a dimensão de uma experiência cujo impacto vai muito além da própria estadia.



Essa visão se organiza em torno de três princípios: educar, capacitar e proteger. Na prática, eles se concretizam por meio de projetos de educação ambiental para crianças, treinamento profissional para moradores locais, apoio à pesquisa científica, reflorestamento e medidas destinadas a reduzir o conflito entre as comunidades e a vida selvagem. Assim, viajar deixa de ser uma experiência separada do lugar e passa a fazer parte de sua continuidade.
Em vez de se imporem à paisagem, as propriedades procuram respeitar a escala, os materiais, o conhecimento e a identidade cultural de cada região. A presença humana é concebida para ser discreta, permitindo que o ritmo do território permaneça no centro da experiência. O resultado é uma forma de hospitalidade que convida os hóspedes a observar antes de ocupar e a compreender antes de simplesmente passar.


Essa filosofia entrou em um novo capítulo em junho de 2026 com o lançamento do Wilderness Mara no Quênia. Localizado às margens do rio Mara, o projeto marca a chegada da Wilderness ao país e expande sua presença em um dos ecossistemas mais emblemáticos da África. Mais do que uma nova inauguração, Mara representa a continuidade de um modelo comprometido com a proteção da paisagem, o apoio ao reflorestamento e aos meios de subsistência locais, e a preservação das espécies que dependem desse território.
No mundo da natureza selvagem, a hospitalidade não é uma pausa no contato com a natureza, mas uma forma de se aproximar dela com atenção, responsabilidade e propósito.



