Uma verdadeira viajante do mundo, Azzi Ele abriu sua própria agência em 2016. Atualmente, a AZZI+CO possui escritórios em São Paulo e Nova York, e é responsável por diversas campanhas que vemos em nossos feeds. Conversamos com o viajante incansável para saber mais detalhes sobre sua trajetória de sucesso. Confira.
ESTILO DE VIDA MAG: Como nasceu a AZZI+CO?
Rafael Azzi: Fui Diretora de Marketing Internacional da Tory Burch, trabalhando com mais de 27 países. Foi uma experiência maravilhosa por quase três anos, eu adorei — até que um novo presidente assumiu a empresa e demitiu 301 pessoas da equipe — e eu estava entre elas. As marcas já vinham me pedindo consultoria, mas eu não tinha tempo; a partir do momento em que decidi dar uma chance ao negócio, me dediquei totalmente!
LM: Qual foi o seu caminho até a criação da AZZI+CO?
RA: Comecei pequeno. "Uma grande pequena agência", uma única mesa! A jornada começou lá no início dos anos 2000. Meu maior trunfo são meus relacionamentos, e isso é algo que se constrói ao longo da vida — a reputação não se constrói da noite para o dia, leva anos para ser desenvolvida, e é isso que eu mais valorizo. Então, o caminho continua sendo esse: construir e cultivar relacionamentos duradouros onde possamos trocar benefícios mútuos e nos ajudar mutuamente.
LM: Qual é o principal diferencial da AZZI+CO hoje?
RA: Não somos uma agência de relações públicas tradicional. Primeiro, porque fomos fundados em 2016 — bem no meio da ascensão das mídias sociais; segundo, e mais importante, porque nosso desenvolvimento de negócios A área é muito forte. Em outras palavras, construímos os relacionamentos que importam para o cliente — não apenas com influenciadores e a imprensa, que são cruciais para o sucesso de uma marca — muitas vezes estamos diretamente envolvidos no negócios dos nossos clientes.
LM: Qual é a melhor parte e a parte mais desafiadora do seu trabalho?
RA: Trata-se de estar presente para as diferentes situações que um dia pode trazer. Com equipes em Nova York, Miami, São Paulo e México, precisamos ser rápidos e agir com inteligência e estratégia nos mais diversos cenários. Às vezes, começo o dia com uma ligação para o escritório de São Paulo falando sobre a inauguração de um hotel, depois converso com alguém em Miami sobre a Swim Week em julho — um evento importantíssimo de moda praia com a participação de vários clientes —, enquanto alguém da equipe fecha um novo cliente em Paris, tem um editor nos esperando no escritório de Nova York e o pessoal de Los Angeles está acordando… ufa! Essa é a parte que eu mais gosto. A correria!
LM: Como surgiu seu interesse em trabalhar com marcas de luxo?
RA: Sempre trabalhei nesse mercado. Desde o início da minha carreira, em 2004, quando era assistente em uma agência de novos negócios para o mercado de luxo em São Paulo, desenvolvi um gosto por ele e as coisas foram evoluindo naturalmente, sempre com muito trabalho!
LM: Qual a sua visão sobre o mercado de luxo daqui a alguns anos? Como você enxerga esse mercado?
RA: O mercado de luxo tem passado por muitas mudanças, como tudo mais. O luxo tradicional, como o conhecemos, cresce a cada ano; fico impressionado com os números. É um mercado incrivelmente poderoso que não para de crescer — é o desejo, e é isso que buscamos. As marcas estão investindo cada vez mais em colaborações, experiências — não sei qual será o "fim" disso; talvez daqui a alguns anos voltemos ao "básico"? Mas aí temos os NFTs com marcas de luxo; podemos considerar isso luxo? Não sei!
LM: Além do seu trabalho na AZZI+CO, você também escreve bastante. Qual é a sua principal motivação ao escrever?
RA: Adoraria ter mais tempo para escrever mais. Amo escrever sobre as coisas que vejo. Sou muito observadora, e é por isso que sinto grande prazer em escrever e registrar tudo o que vejo por aí. Há tantos estímulos o tempo todo, e só o Instagram não basta!
LM: Existe algum livro que tenha tido um grande impacto na sua vida? Qual?
RA: Minha mãe se formou em biblioteconomia pela USP, uma faculdade que infelizmente não existe mais. Cresci rodeada de livros e queria criar o hábito da leitura, mas pretendo retomá-lo em breve. Um livro que minha mãe me deu em 1992 e que sempre releio é O Pequeno Príncipe, para que nunca nos esqueçamos da criança que existe dentro de nós.
LM: Quando você não está trabalhando, qual é o seu principal hobby?
RA: É difícil não estar trabalhando, rsrs. Adoro comer fora e passear a pé, em qualquer lugar do mundo. Me dá uma energia enorme ver a contagem de passos no iPhone. Quando passa de 14.000 passos, significa que o dia foi do jeito que eu gosto!
LM: Quando estiver em Nova York, qual é o seu restaurante favorito?
RA: Santo Ambrósio.
LM: O que você faz para se divertir em São Paulo?
RA: Encontro-me com meus amigos de infância e não fazemos nada.
LM: Por fim, o que chama sua atenção na hora de escolher um restaurante?
RA: Serviço e ambiente. A comida fica em terceiro lugar.