Em setembro de 2025, Zingg visitou a sede e as instalações de produção da Trousseau no Brasil, passando um tempo não em um showroom, mas no chão da oficina. Ela observou a sequência de operações que leva um rolo de tecido da seleção ao corte, costura e acabamento, cada etapa executada por trabalhadores cuja expertise foi desenvolvida ao longo de anos no mesmo ateliê. Para Zingg, a visita confirmou o que ela havia intuído: que os compromissos da Trousseau (com a herança, com o trabalho manual, com uma espécie de paciência devocional na produção) refletiam os valores por trás de sua própria marca. É a primeira vez que um modelo da Coleção Eglantina Zingg é confeccionado em algodão Pima, e a combinação parece menos um acordo comercial do que uma conversa entre duas linguagens. Uma se expressa através da identidade e da expressão pessoal. A outra, através do material e da técnica acumulada. O que elas compartilham é a convicção de que as coisas mais próximas do corpo, as peças que ninguém mais vê, são justamente as que merecem maior atenção.